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tirar férias é bom, mas voltar é melhor ainda

Nessas últimas semanas tantas coisas aconteceram na minha vida pessoal, que as coisas na vida profissional deram uma leve desandada, como era de se esperar.

Casei e fomos para o Peru de lua de mel, o que foi uma supresa muito agradável! Não tinha muitas expectativas em relação ao lugar e, apesar dos perrengues de qualquer viagem, superou tudo o que eu imaginava. A comida é ótima, as paisagens são de tirar o fôlego e aprender a história do lugar me fez relembrar de como somos passageiros e temos que aproveitar nossa vida ao máximo!


Eu sou daquelas pessoas que gosta de relevar as fotos e tenho uma estante em casa só de álbuns de fotografia. Recordações são importantes pra mim, talvez seja exatamente pelo fato de que eu sei que o tempo passa rápido demais e daqui a pouco não estaremos mais aqui.

Nessa viagem eu completei 34 anos, o que só reforça essa minha sensação de tempo, de dimensão, de contemplação da vida. É um sentimento agridoce, mas muito bonito que eu me esforço pra manter dentro de mim, afinal de contas é uma das coisas que me move na direção que eu quero.


Essa provavelmente vai ser uma carta um pouco vaga, pois estou nesse momento da minha vida, meio transitório, em que eu busco ir exatamente para esse caminho que é meio incerto, mas é o meu caminho.


Aprender a focar em outras coisas além do trabalho tem sido um desafio, mas sei que no final das contas é para o melhor. A terapia tem que ajudado muito a entender essas questões, mas isso não quer dizer que seja menos difícil, apenas mais consciente.


Agora que estou voltando aos poucos pro ritmo de trabalho, procuro construir pra mim uma rotina que contemple meu eu profissional, mas tbm meu eu pessoal, que nos últimos anos tem sido jogado de escanteio de forma bem injusta.


Ter tempo de qualidade quando estou produzindo e tatuando, mas também quando estou passando tempo com minha família, desenvolvendo meus hobbies, cuidando das plantas ou fazendo skin care, etc. é o objetivo, e quando não estou fazendo coisas de trabalho sempre preciso ficar falando mentalmente meus novos mantras: isso também é importante / isso é tão importante quanto meu trabalho / meu trabalho não me define.


Meu trabalho não me define. Isso pra mim soa estranho, pois meu trabalho foi tudo pra mim há pelo menos uns 10 anos. Eu nunca acho que cheguei lá, nunca acho que tenho reconhecimento o bastante, que sou boa o bastante, que preciso trabalhar mais. Então algo dentro de mim me impulsiona no caminho do burnout.


Então, o desafio dos meus 34 anos é esse: buscar o equilíbrio. Isso significa abrir mão de coisas na minha vida profissional (como foi a cerâmica), mas mais do que isso, ter planejamento e otimizar meu tempo para que eu consiga fazer o máximo de coisas e ainda assim ter tempo pras as outras coisas importantes da vida.


Estou animada pra essa próxima fase! Com um pouco de medo também. Meu marido começou a achar vários cabelos brancos em mim desde a última semana… sim, além da viagem, do aniversário, do casamento, a cereja do bolo são mais sinais físicos de que o tempo está passando, e isso é assustador.


Não quero que a vida inteira passe e lá na frente eu perceba que "perdi" tempo demais sufocada pelo trabalho, achando que era essa minha identidade, porque não é. Pelo menos, não completamente.


Espero vocês na próxima newsletter, em que eu provavelmente vou estar filosofando sobre a vida, novamente. Talvez um pouco menos, quem sabe…


Beijos

Brunna

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